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Centro Mineiro de Referência em Resíduos realizou seminário internacional de resíduos eletrônicos

17/08/2009

Nos últimos três dias, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte, foi palco para discussões em torno da disposição dos resíduos eletroeletrônicos em seminário internacional. Participaram das trocas de experiências representantes da União Européia, da comunidade acadêmica e de órgãos públicos de todas as esferas de governo. Além da interface entre os participantes foram dados alguns passos para avançar na gestão desses resíduos. Durante o evento foram discutidos temas como a legislação, elaboração de Políticas Públicas para o setor, a logística reversa, a reciclagem e o consumo consciente.

presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), José Cláudio Junqueira, destaca que o evento superou as expectativas, principalmente no que tange a participação e envolvimento do público. “Este é um espaço para discutirmos que modelo de gestão de resíduos eletroeletrônicos pode e deve ser adotada. Estamos trocando experiências e construindo conhecimento para subsidiar propostas de Políticas Públicas para este setor”, ressalta Junqueira.

O representante da empresa Encros, da Alemanha, se surpreendeu com o número de participantes e elogiou o engajamento de todos na busca de soluções para a geração e disposição dos resíduos eletroeletrônicos. “A participação efetiva das pessoas e o envolvimento com o tema demonstram a conscientização e aponta para boas perspectivas”, ressalta Sebastian Kernbaum.

Em Minas já existe uma política para gestão de resíduos sólidos, porém sem especificar a questão dos eletroeletrônicos. Um grupo de trabalho (GT) está em fase de elaboração de uma proposta para discutir a questão dos resíduos eletroeletrônicos nacionalmente, a proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Ambiental (Conama).“As experiências repassadas são fonte de inspiração para criação das nossas próprias ações que devem ter aplicabilidade no nosso contexto de atuação, a criação desse modelo não tem regra específica”, explica José Cláudio. Segundo o presidente, um consenso no seminário tende a um modelo de gestão compartilhada, onde fabricantes e importadores teriam responsabilidades quanto ao material comercializado.

No que se refere ao consumo consciente, houve opiniões como a do filósofo e palestrante José de Anchieta Correa: “a origem do problema está no desejo e na dificuldade de se estabelecer o que é necessidade, demanda ou desejo”. Idéia também demonstrada pelo gestor ambiental e também palestrante, Genebaldo Freire, que ressalta a necessidade de substituir a competição desenfreada pela cooperação.

Desdobramentos

Na manhã desta sexta-feira (14), após a iniciativa do presidente da Feam, os representantes da empresa alemã Encros, da espanhola Recilec e da brasileira Umicore firmaram mais um canal para parceria com essas instituições, que de pronto se dispuseram a trabalhar para troca de experiências e informações.

A diretora do CMRR, Denise Brusch, acredita que este é um tema que faz parte das preocupações de todos, ainda que não conscientemente. “Um exemplo é a expressiva participação do público no seminário”, afirma. A diretora destaca ainda que “o grande desafio é definir e estabelecer políticas públicas para gestão e tratamento desses resíduos”. Para o CMRR, além do conhecimento adquirido com as experiências apresentadas ficou clara a possibilidade de parcerias para o avanço dos trabalhos para inovação da gestão de resíduos.

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